Grande parte da minha personalidade foi forjada pelas canções de Milton Nascimento. Lanço mão de uma delas (Caçador de Mim) para tentar responder - se é que é respondível - a questão sobre "quem sou eu":

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir as armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir as armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
o que me faz sentir
Eu, caçador de mim
4 comentários:
Chico e Milton, vc tem bom gosto!!
Não sei de quem eu gosto mais..ou sei!Gosto mais de você!
Todo trabalho é um auto-retrato de quem o faz.O seu... já está autografado com excelência!Parabéns!
Cara, lembrei do nosso primeiro ano de seminário, você pregando no "culto do Elias" nesse texto belíssimo, inserido numa das suas crises vocacionais...hehe. Muito boa, a lembrança e a música.
Só uma coisa, o texto acaba assim que começa a ficar bom, que palhaçada, trate de escrever um pouco mais.
Crise vocacional? Isso é coisa do passado. Há, entretanto, uma crise que nunca passa: crise financeira hahaha. Não sei qual das duas é mais devastadora.
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