segunda-feira, 11 de junho de 2007

O dia em que Deus chorou, e eu com Ele


Domingo passado foi um dia especial. Logo pela manhã fui lembrado pela igreja, à tarde pela avó da minha esposa e à noite pela minha sogra de que aquele era o meu dia: o Dia do Pastor. Disse que fui lembrado porque sempre me esqueço do Dia do Pastor. Vez por outra, esqueço-me até do dia do meu aniversário.

Entretanto, o dia de domingo foi especial não pelas homenagens, presentes e congratulações recebidos, mas pela operação do Espírito Santo no meio da sua igreja. Operação que passo a narrar, com as deficiências próprias da linguagem e as limitações próprias do meu ser.

Tudo começou com um choro contido e dolorido, precedido por uns minutos de silêncio...

Pela manhã, meu pastor chorou compulsivamente ao ler Jeremias 23:1-4, lembrando dos pecados dos pastores evangélicos brasileiros. Também foi debaixo de lágrimas que fez a leitura de 1 Coríntios 2.2, repetindo que "o pastor não deve buscar medalhas, mas pregar a Cristo e a este crucificado".

À noite, o ministro de música chorou ao ler Ezequiel 11.16,17, por razões que eu desconheço.

Mais tarde, uma velha e piedosa senhora, coroada de cabelos brancos e com feições santas, muito doente, apoiada sobre uma bengala, após ser carregada até uma cadeira diante da congregação, chorou ao dar testemunho da reconciliação de dois dos seus filhos, após longos e tenebrosos anos de separação.

Em seguida, um pastor americano, de passagem pelo Brasil, chorou ao lembrar que há 18 anos, "neste local", disse o pastor apontando para o chão, "debaixo de uma barraca, Deus colocou um sorriso nesta mulher", apontando para a velha senhora, "que nunca mais saiu". E completou: "Deus transformou a vida desta mulher". O referido pastor foi quem plantou a igreja. A velha senhora foi o primeiro fruto.

Não bastasse tudo isso, ao final do sermão, meu pastor, aquele que chorou sobre o livro de Jeremias, fez um apelo e inúmeras pessoas foram à frente, dentre elas muitas crianças. Todas em prantos. Chorou segunda vez o ministro de música, pois uma das crianças era seu filho caçula.

Quanto a mim, chorei com meu pastor, com o ministro de música, com a velha senhora, com o pastor americano, com as crianças e, uma vez mais, com o ministro de música. Também creio que Deus chorou. Chorou por causa da iniquidade dos pastores brasileiros. Chorou pelas razões que somente Ele e o ministro de música conhecem. Chorou pela reconciliação dramática dos filhos da velha senhora. Chorou pelo estabelecimento do Reino de Deus no bairro São Pedro. Por fim, chorou pelas crianças que compreenderam a mensagem simples do Evangelho.

De fato, domingo passado foi um dia muito especial. Louvado seja o Bom Pastor, todos os dias. Amém!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Flores pelo caminho

Tempos atrás, fui indagado sobre o que poderia ser descartado em minha vida. Após refletir sobre o assunto, cheguei a conclusão que melhor do que refletir sobre o que pode/deve ser descartado em minha vida é pensar no que pode/deve ser agregado, cultivado, em meu ser.

Tenho aprendido que devo agregar em meu ser simplicidade, alegria e humildade. Ainda há muitas flores pelo caminho. Cada qual com cores, perfumes e texturas diferentes. Cada qual com sua beleza. Umas cultivadas em solo árido; outras em solo fértil. Umas que afloram o ano todo; outras somente na primavera.

A caminhada cristã é uma jornada difícil. O cristão não deve carregar ouro, prata ou cobre em seus cintos. Nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão. Assim nos ensinou o Grande Mestre. A vida cristã é mais uma vida de renúncia que de conquistas. Mais uma questão sobre o que deixar que sobre o que amealhar.

Tal afirmação parece contradizer o que foi dito no início. Se a vida cristã é uma vida de renúncia por que, então, é melhor pensar naquilo que deve ser agregado do que naquilo que deve ser descartado?

A resposta é simples: o cristão não deve carregar alforje, ou seja, tudo o que ele tem deve carregar nas mãos. Em outras palavras, para agregar precisa descartar. Para agregar humildade precisa lançar fora a soberba. Para agregar simplicidade precisa abrir mão da vaidade, e para agregar alegria precisa descartar o medo. É a lógica do Reino de Deus. Quero dizer, é assim que se apresenta para mim.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Ponto de Encontro

Corro ao portão,
Que esperança!
Correio já passou
E não deixou nada.
Segura essa coração.
Vamos ver se amanhã a coisa muda...
(Trecho da canção Ponto de Encontro de Zé Renato e Milton Nascimento).


ATENÇÃO: Se você veio buscar alguma correspondência e não encontrou nada, não se desespere. É que meus neurônios andam sobrecarregados com Direito Tributário. Logo, logo lhe escrevo.