Domingo passado foi um dia especial. Logo pela manhã fui lembrado pela igreja, à tarde pela avó da minha esposa e à noite pela minha sogra de que aquele era o meu dia: o Dia do Pastor. Disse que fui lembrado porque sempre me esqueço do Dia do Pastor. Vez por outra, esqueço-me até do dia do meu aniversário.
Entretanto, o dia de domingo foi especial não pelas homenagens, presentes e congratulações recebidos, mas pela operação do Espírito Santo no meio da sua igreja. Operação que passo a narrar, com as deficiências próprias da linguagem e as limitações próprias do meu ser.
Tudo começou com um choro contido e dolorido, precedido por uns minutos de silêncio...
Pela manhã, meu pastor chorou compulsivamente ao ler Jeremias 23:1-4, lembrando dos pecados dos pastores evangélicos brasileiros. Também foi debaixo de lágrimas que fez a leitura de 1 Coríntios 2.2, repetindo que "o pastor não deve buscar medalhas, mas pregar a Cristo e a este crucificado".
À noite, o ministro de música chorou ao ler Ezequiel 11.16,17, por razões que eu desconheço.
Mais tarde, uma velha e piedosa senhora, coroada de cabelos brancos e com feições santas, muito doente, apoiada sobre uma bengala, após ser carregada até uma cadeira diante da congregação, chorou ao dar testemunho da reconciliação de dois dos seus filhos, após longos e tenebrosos anos de separação.
Em seguida, um pastor americano, de passagem pelo Brasil, chorou ao lembrar que há 18 anos, "neste local", disse o pastor apontando para o chão, "debaixo de uma barraca, Deus colocou um sorriso nesta mulher", apontando para a velha senhora, "que nunca mais saiu". E completou: "Deus transformou a vida desta mulher". O referido pastor foi quem plantou a igreja. A velha senhora foi o primeiro fruto.
Não bastasse tudo isso, ao final do sermão, meu pastor, aquele que chorou sobre o livro de Jeremias, fez um apelo e inúmeras pessoas foram à frente, dentre elas muitas crianças. Todas em prantos. Chorou segunda vez o ministro de música, pois uma das crianças era seu filho caçula.
Quanto a mim, chorei com meu pastor, com o ministro de música, com a velha senhora, com o pastor americano, com as crianças e, uma vez mais, com o ministro de música. Também creio que Deus chorou. Chorou por causa da iniquidade dos pastores brasileiros. Chorou pelas razões que somente Ele e o ministro de música conhecem. Chorou pela reconciliação dramática dos filhos da velha senhora. Chorou pelo estabelecimento do Reino de Deus no bairro São Pedro. Por fim, chorou pelas crianças que compreenderam a mensagem simples do Evangelho.
De fato, domingo passado foi um dia muito especial. Louvado seja o Bom Pastor, todos os dias. Amém!
Entretanto, o dia de domingo foi especial não pelas homenagens, presentes e congratulações recebidos, mas pela operação do Espírito Santo no meio da sua igreja. Operação que passo a narrar, com as deficiências próprias da linguagem e as limitações próprias do meu ser.
Tudo começou com um choro contido e dolorido, precedido por uns minutos de silêncio...
Pela manhã, meu pastor chorou compulsivamente ao ler Jeremias 23:1-4, lembrando dos pecados dos pastores evangélicos brasileiros. Também foi debaixo de lágrimas que fez a leitura de 1 Coríntios 2.2, repetindo que "o pastor não deve buscar medalhas, mas pregar a Cristo e a este crucificado".
À noite, o ministro de música chorou ao ler Ezequiel 11.16,17, por razões que eu desconheço.
Mais tarde, uma velha e piedosa senhora, coroada de cabelos brancos e com feições santas, muito doente, apoiada sobre uma bengala, após ser carregada até uma cadeira diante da congregação, chorou ao dar testemunho da reconciliação de dois dos seus filhos, após longos e tenebrosos anos de separação.
Em seguida, um pastor americano, de passagem pelo Brasil, chorou ao lembrar que há 18 anos, "neste local", disse o pastor apontando para o chão, "debaixo de uma barraca, Deus colocou um sorriso nesta mulher", apontando para a velha senhora, "que nunca mais saiu". E completou: "Deus transformou a vida desta mulher". O referido pastor foi quem plantou a igreja. A velha senhora foi o primeiro fruto.
Não bastasse tudo isso, ao final do sermão, meu pastor, aquele que chorou sobre o livro de Jeremias, fez um apelo e inúmeras pessoas foram à frente, dentre elas muitas crianças. Todas em prantos. Chorou segunda vez o ministro de música, pois uma das crianças era seu filho caçula.
Quanto a mim, chorei com meu pastor, com o ministro de música, com a velha senhora, com o pastor americano, com as crianças e, uma vez mais, com o ministro de música. Também creio que Deus chorou. Chorou por causa da iniquidade dos pastores brasileiros. Chorou pelas razões que somente Ele e o ministro de música conhecem. Chorou pela reconciliação dramática dos filhos da velha senhora. Chorou pelo estabelecimento do Reino de Deus no bairro São Pedro. Por fim, chorou pelas crianças que compreenderam a mensagem simples do Evangelho.
De fato, domingo passado foi um dia muito especial. Louvado seja o Bom Pastor, todos os dias. Amém!
9 comentários:
pastor,
Nada poderia me confortar mais do que saber que Deus está chorando comigo. Obrigado!
Abraços,
E eu com vocês... E eu com vocês...
Que lindo!!! Também chorei! Amei suas palavras e oa pintura... que quadro lindo!!!
Duda
Quase chorei também, pastor...
Bonito texto. Parabéns pelo seu dia!
Opa, amigo.
Um prazer conhecer seu espaço. Encantadora a experiência narrada. Neste festival de lágrimas certamente não faltaram as lágrimas divinas, vertidas na alegria e na tristeza por Aquele que é antes de qualquer coisa, antes mesmo de ser Pastor dos pastores, um amigo íntimo.
Felicitações pelo seu dia.
Abraços.
Parabéns em atraso, pastor. Que dia lindo!
Que lindo!!! Também chorei! Amei suas palavras e oa pintura... que quadro lindo!!!
Duda
Daniel,
Por onde andas?
Você, a doce criança de minhas lembranças, alguém que sempre me isnpirou e continua inspirando profundo respeido, admiração e carinho. Obrigada sempre, querido Dani.
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